Cadela enterrada viva torna-se símbolo de luta

Deixe-se conquistar pela doce Lily, uma ‘guerreira’ à qual foi dada nova chance de ser feliz…

É difícil de acreditar na crueldade de algumas pessoas. A história de Lily é uma daquelas que nos faz acreditar no pior e no melhor do ser humano. Depois de ter sido abandonada nas ruas da África do Sul (algo muito habitual, infelizmente), a cadelinha, parcialmente paralisada, começou a vaguear pelas escolas da cidade do Cabo em busca de comida.

No entanto, a tentativa de sobrevivência do animal não foi vista com bons olhos por Manono Makhaphela, diretor da Escola de Ensino Médio Khayelitsha. Os latidos e furtos de Lily foram encarados como um incómodo e o responsável do estabelecimento escolar decidiu tomar medidas: mandou dois funcionários da escola “livrarem-se” dela, enterrando-a viva.

Até onde conseguirá chegar a maldade? E se acha que algum deles teve coragem de negar a ordem engana-se! Felizmente, uma funcionária da cozinha ouviu os uivos de desespero da cadela e não cruzou os braços: ligou para a International Fund for Animal – Clínica Animal de Mdzananda em pânico a contar o que se estava a passar.

Este foi, sem dúvida, o momento de viragem na vida de Lily. Quando a equipa chegou, ela estava enterrada, há já 20 minutos, num buraco com um metro e meio de profundidade. Depois de a retirarem de lá levaram-na, de imediato, para a clínica. Após alguns exames, descobriram que a sua paralisia parcial havia sido causada por uma fratura antiga na espinha.

Mas não desistiram: submeteram-na a diversos tratamentos (por exemplo hidroterapia e acupuntura) para ajudá-la a recuperar a mobilidade das patinhas. Com muito cuidado e carinho, o animal começou a recuperar. Entretanto, a associação enviou pedaços de tecido aos seus doadores em todos o mundo a pedir que escrevessem uma mensagem de apoio a esta ‘guerreira’ de quatro patas.

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